25 Years Later: U.S. Response to September 11 Attacks Accelerated Erosion of U.S. Hegemony - O GLOBO - O GLOBO

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“Os Estados Unidos estão sob ataque”, declarou silenciosamente um assessor no ouvido do presidente dos EUA, George W. Bush, na manhã de 11 de setembro de 2001, interrompendo uma sessão de leitura em uma escola e arrastando o republicano para um voo sem destino a bordo do Air Forc...

“Os Estados Unidos estão sob ataque”, declarou silenciosamente um assessor no ouvido do presidente dos EUA, George W. Bush, na manhã de 11 de setembro de 2001, interrompendo uma sessão de leitura em uma escola e arrastando o republicano para um voo sem destino a bordo do Air Force One. Naquele momento, o território americano era cenário do maior ataque terrorista da História, hoje encarado como um marco de um complexo processo de mudanças no ethos americano dentro de suas fronteiras e diante dos olhos do mundo. Após 25 anos, ele ainda parece longe do fim.

— Não faremos distinção entre os terroristas que cometeram esses atos e aqueles que lhes dão abrigo — disse Bush em seu primeiro pronunciamento à nação, horas depois de aviões atingirem o World Trade Center, em Nova York, o Pentágono, em Washington, e um terceiro cair em uma área rural na Pensilvânia, deixando 2.977 mortos. — Os Estados Unidos e nossos amigos e aliados unem-se a todos aqueles que desejam paz e segurança no mundo, e permanecemos juntos para vencer a guerra contra o terrorismo.

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Era o primeiro movimento da Guerra ao Terror, que levou as tropas americanas a um conflito de duas décadas no Afeganistão, serviu como pretexto para bombardeios contra ao menos dez países e legitimou um ataque que, por capricho do destino ou falta de planejamento, daria fôlego sem precedentes ao terrorismo islâmico: a invasão do Iraque, em março de 2003. Sob o no falso pretexto de que o regime de Saddam Hussein guardava estoques de armas de destruição em massa, as tropas americanas derrubaram o ditador em semanas, mas abriram caminho para uma guerra civil e o surgimento de organizações tão radicais que até a al-Qaeda, responsável pelo 11 de Setembro, tentou se afastar.

A mais conhecida e infame delas, o Estado Islâmico, assumiu um vasto território no início da década passada, impondo uma versão sangrenta da lei islâmica, e patrocinou alguns dos atentados mais violentos do século XXI. Massacres deixaram milhares de mortos de Paris a Teerã, e ataques cometidos pelos chamados “lobos solitários”, indivíduos radicalizados por redes sociais e recrutadores, espalharam o medo pelo mundo. Hoje, embora enfraquecido por anos de ofensiva no Oriente Médio, o grupo segue ativo no Afeganistão e no "Paquistão, com o mesmo grau de brutalidade.

— Os ataques do 11 de Setembro uniram o mundo em solidariedade aos Estados Unidos. Se Washington tivesse respondido com sabedoria a esses atentados, poderia ter fortalecido sua liderança global e retardado a erosão de sua hegemonia — destacou ao GLOBO Stephen Wertheim, pesquisador sênior do Fundo Carnegie para Paz Internacional. — Em vez disso, as guerras travadas pelos Estados Unidos na região do Grande Oriente Médio aceleraram o declínio do país.

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